sábado, 23 de setembro de 2017

O QUE É CONVERSÃO?

A palavra conversão (shub no hebraico; epistrophe no grego) é encontrada 14 vezes na Bíblia (veja Sl 19.7; 51.13; Is 1.27; 6.10; Mt 13.15; 18.3; Mc 4.12; Lc 22.32; Jo 12.40; At 3.19; 15.3; 28.27; Tg 5.19,20). Essencialmente, tanto os significados em hebraico como em grego referem-se a uma conversão dupla por parte de um indivíduo. Uma delas está relacionada ao arrependimento (um desviar-se de), e a outra à fé (um voltar-se para).
A. Arrependimento (grego metanoia).
O que o arrependimento não é.
a) Ele não é uma reforma, aquele ato pelo qual a pessoas vira uma nova página. O problema de se tentar fazer isso (como muitas pessoas fazem no dia de Ano Novo) é que todas as páginas antigas na vida da pessoa continuam sujas e manchadas.
b) Ele não é remorso, aquele ato pelo qual a pessoa se consterna pelo fruto do próprio crime, mas não pela raiz.
Aqui, temos dois exemplos bíblicos:
(1) Esaú (Hb 12.17; para entender todo esse contexto, leia Gênesis 27).
(2) Judas (Mt 27.5).
c) Ele não é penitência, aquele ato pelo qual a pessoa tenta compensar os próprios pecados com boas obras.
O que o arrependimento é.
Ele é uma mudança de ideia voluntária e sincera por parte do pecador, o que o leva a desviar-se do seu pecado. Observe que estamos falando de pecado e não de pecados. O verdadeiro arrependimento envolve desviar-se de um pecado específico, [a saber], a rejeição anterior a Cristo. Jesus especificou isso muito claramente para nós (Jo 16.7-11).
O principal interesse de Deus não é convencer um pecador a deixar de fumar, falar palavrão, berber e praticar o sexo ilícito, por piores que sejam esses pecados, já que isso não o salvará. O grande pecado que eventualmente condenará o pecador por toda a eternidade é a rejeição a Jesus Cristo. O arrependimento, portanto, trata-se de um desviar-se do terrível crime de desprezar o sacrifício do Senhor Jesus Cristo no Calvário.
a) Conforme expressado pelo ministério de João Batista (Mt 3.2,8).
b) Conforme expressado pelo ministério de Jesus (Mt 9.13; Lc 13.5; 15.7; 24.47).
c) Conforme expressado pelo ministério de Pedro (At 2.38; 3.19).
d) Conforme expressado pelo ministério de Paulo (At 17.30; 26.20).
B. Fé.
O que ela não é.
a) Ela não é um pulo cego no escuro.
b) Ela não é uma suposição.
c) Ela não é uma especulação.
d) Ela não é uma opinião ou hipótese.
O que ela é.
A fé é uma mudança de ideia voluntária e sincera por parte do pecador, o que o leva a voltar-se para o Salvador.
Quando ela ocorre.
Ela ocorre no instante em que um pecador envolve tanto a sua cabeça como o seu coração no que se refere às asserções de Cristo. Não é suficiente possuir apenas um conhecimento intelectual do evangelho. A fé bíblica demanda tanto o conhecimento mental como a aceitação do coração (Mt 7.26; At 26.27,28; Tg 2.19).
Como ela é produzida. (Rm 10.17).
Aqui, Paulo está dizendo que a fé vem pelo ouvir a mensagem, e a mensagem vem por meio da pregação de Cristo
Por que ela é necessária (Hb 11.6).
a) O pecador é salvo pela fé (Rm 5.1; Ef 2.8,9).
b) O santo é santificado (cresce na graça) pela fé.
Portanto, pela fé:
1. Vivemos (Rm 1.17).
2. Estamos de pé (2Co 1.24).
3. Andamos (2Co 5.7).
4. Combatemos (1Tm 6.12 ARA).
5. Vencemos (1Jo 5.4).
A moeda da conversão tem dois lados. O arrependimento é desviar-se do pecado, e a fé é voltar-se para Cristo. Paulo inclui ambos os conceitos durante sua mensagem de despedida aos anciãos de Éfeso (At 20.21).

Até à próxima!
Fica na paz!

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Quem eram os misteriosos filhos de Deus em Gênesis 6?

Há muita controvérsia envolvendo esses versículos. Quem eram os filhos de Deus que se casaram com as filhas dos homens? Há duas abordagens básicas para isso, e uma terceira teoria mais recente.
A. A simples interpretação é que os filhos de Deus eram pessoas pertencentes à linhagem de Sete, enquanto as filhas dos homens eram moças impenitentes que pertenciam à linhagem de Caim. Proponentes dessa visão argumentam que:
  1. Essa é a maneira mais natural de interpretar a passagem.
  2. É reforçada pela afirmação de Jesus em Mateus 22.30.
  3. Por causa da lei da biogênese, a vida gera uma vida similar. (Observe a afirmação segundo/conforme a sua espécie em Gn 1.11,12,21,24,25).
  4. Moisés, o autor, não usou a palavra hebraica regular para anjo (malak), a qual ele, posteriormente, empregou pelo menos 28 vezes no Pentateuco.
  5. A palavra valentes, em Gênesis 6.4 (supostos filhos de anjos e mulheres), vem da palavra hebraica gibbor. A mesma palavra é usada dezenas de vezes no Antigo Testamento e sempre se refere a homens (veja Jz 6.12).
  6. A afirmação de Paulo em 1 Coríntios 15.38-40 E há corpos celestes e corpos terrestres - indicaria que esses dois tipos de corpos jamais poderiam coabitar.
B. A segunda e mais confusa interpretação defende que os filhos de Deus eram seres angelicais perversos e caídos, que cometeram atos imorais e antinaturais com mulheres em geral. Proponentes dessa visão argumentam que:
  1. A linguagem hebraica parece favorecê-la. a) A expressão hebraica ben-elohim (filhos de Deus) sempre se refere a anjos no Antigo Testamento (veja Jó 1.6; 2.1; 38.7; Dn 2.25). b) A palavra hebraica nephilim (traduzida como "gigantes" em Gn 6.4), na verdade, deveria ser traduzida como "os caídos". A palavra comum para um homem enorme é rapha. Assim, homens como Ogue e Golias eram descritos pela palavra rapha (veja Dt 3.11; 1Cr 20.6).
  2. Quase sempre há uma base para as lendas antigas bastante defendidas, por mais que elas tenham-se tornado estranhas e distorcidas. Alguns acreditam que varões de fama (Gn 6.4) são as bases históricas para as lendas de Hércules e outros filhos de deuses da mitologia. Isso corresponde a figuras babilônicas posteriores, como Gilgamesh, o suposto filho entre uma deusa e um mortal. Ele foi chamado de "dois terços deus e um terço homem".
  3. A opinião comum dos estudiosos judeus. Josefo, o grande historiador judeu, apresenta-a em seus textos. A Septuaginta (a tradução grega do Antigo Testamento hebraico, as Escrituras usadas pelos judeus) traduz Gênesis 6.2 como anjos de Deus.
  4. A interpretação da Igreja primitiva. Somente a partir do quarto século foi que outra visão além da teoria dos anjos de Deus foi oferecida. Dr.James M. Gray (ex-presidente do Moody Bible Institute) escreveu: "Há motivos para acreditar que [esta visão] não teria mudado [...] se não fosse por certas opiniões e práticas errôneas do cristianismo" (Spiritism and the Fallen Angels.p.48). Gray, então, sugere dois motivos: a) Adoração  aos anjos. Em algum momento após o quarto século, a Igreja começou a adorar anjos, então, o natural seria negar que um anjo poderia fazer coisas tão vis com um humano. b) Celibato. Se, de fato, esses filhos de Deus eram homens humanos, então os monges teriam uma justificativa bíblica para participar de atividades sexuais, apesar de seus votos oficiais de celibato.
  5. Várias passagens do Novo Testamento apoiam essa visão. Alguns acreditam que os espíritos em 1Pe 3.18-20 eram aqueles filhos de Deus em Gn 6. O motivo de sua iniquidade era uma tentativa satânica de corromper a carne humana e, assim, evitar que a encarnação prometida (Gn 3.15) acontecesse. Mas, aqui, Pedro fala que Cristo disse que esse plano abominável não se cumpriu (para outra passagem sugerida sobre esse tema, veja Jd 1.5-7)!
  6. Há dois tipos de anjos caídos: os desacorrentados e os que já estão acorrentados. Os desacorrentados, atualmente, têm acesso aos lugares altos e aos corpos dos homens impenitentes (veja Mc 1.23; Lc 8.27; Ef 6.12). Os acorrentados já estão encarcerados (veja 2Pe 2.4; Jd 1.5-7). Acredita-se que esses anjos estão acorrentados por causa do seu envolvimento em Gênesis 6.
C. Uma terceira e mais recente visão diz que os filhos de Deus, de fato, eram anjos caídos, que controlaram totalmente todos os homens maus que viveram antes do dilúvio.
"Filhos de Deus" em hebraico é Bnei HaElohim (בני האלוהים). "Filhos de Deus" é o nome bíblico para anjos. "Filhos de Deus" era um grupo de anjos que participou de uma rebelião contra o Senhor e que vieram para a Terra e tiveram relações ilícitas com mulheres humanas. Os filhos dessa união profana entre anjos e mulheres humanas eram Nephilim – gigantes, 'homens' com habilidades e força sobre-humanas.  (Veja AQUI a história do dilúvio que você não conhecia/ Bíblia hebraica!)

Até à próxima!
Fica na paz!

Se desejar, leia no link abaixo, um assunto relevante:


domingo, 16 de julho de 2017

POR QUE CAFARNAUM?

Mateus, fiel ao seu propósito de demonstrar que Jesus cumpriu as antigas profecias, viu na decisão do Mestre em escolher Cafarnaum por residência o cumprimento de uma célebre profecia em Isaías 9.1,2, que ele citou livremente, abreviando o texto hebraico, pois transcreveu apenas as palavras que mais diretamente estavam dentro de sua intenção:  A terra de Zebulom e a terra de Naftali, junto ao caminho do mar, além do Jordão, a Galileia das nações, o povo que estava assentado viu uma grande luz; e aos que estavam assentados na região e sombra da morte a luz raiou (Mt 4.16,16).
Esta profecia foi tomada do "livro do Emanuel" (costuma-se dar este nome aos capítulos sete a doze de Isaías), em que, em belíssima e terna linguagem, Isaías descreve a salvação dos israelitas pelo Messias. A página que precede o texto citado por Mateus põe diante de nossos olhos a Palestina, invadida e assolada por terríveis conquistadores. Primeiro, foram os assírios; depois, os caldeus e os sírios, que havendo penetrado pela parte setentrional, levavam, por todos os lugares por onde passaram, o sangue e o fogo.
Aos infelizes habitantes daquelas regiões do norte, mais provados do que os outros por aquelas bárbaras invasões, o profeta anunciou uma futura compensação e os convidou a olhar para o Messias, o Redentor que os consolaria abundantemente, quando entre eles estabelecesse Sua morada. E á justamente este Redentor que temos aqui representado, conforme a junção de várias passagens das Sagradas Escrituras (Is 42.16; 59.9; 60.1-3; Lc 1.78,79; Jo 1.9; 8.12), sob a figura de uma luz resplandecente que dissiparia as trevas dos padecimentos da mesma maneira que o Sol desfaz as trevas mais espessas.
Cinco regiões são nomeadas na profecia: Naftali, que equivale à parte mais setentrional da Galileia; Zebulom, a parte meridional desta mesma província; o caminho do mar, ou seja, o distrito situado a oeste do lago de Tiberíades, na direção do mar Mediterrâneo; a parte além do Jordão, ou seja, a Peréia do Norte; e a Galileia dos gentios, a região da Galileia contígua a Tiro e Sidom.

Até a próxima!
Fica na paz!

sábado, 1 de julho de 2017

QUAL A IMPORTÂNCIA DA POMBA NAS ESCRITURAS SAGRADAS?

A POMBA E SUA IMPORTÂNCIA NOS ESCRITOS SAGRADOS

Quanto à forma como o Espírito Santo apareceu e pousou sobre Jesus, como pomba, oferece-nos explicações satisfatórias às ideias simbólicas que os orientais, muito especialmente os israelitas, vinculavam a esta ave. A pomba interveio na história do dilúvio como imagem da fidelidade e da paz (Gn 8.11). Em Cântico dos Cânticos, a pomba é uma figura da inocência e do amor puro (Ct 1.14; 2.10-12; 4.1; 5.2; 6.8). O próprio Jesus pondera sobre a candura e a sensibilidade dessa ave (Mt 10.16).
Os escritores rabínicos gostavam de estabelecer comparações entre a pomba e o Espírito Santo. Assim, às palavras de Gênesis 1.2 - e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas -, um rabino acrescentou: "Como uma pomba protegendo seus pombinhos". E, com relação à passagem de Cantares 2.12, outro rabino comentou: "a voz da pomba é a voz do Espírito Santo".
Essa mesma voz divina se fez ouvir ainda em outras duas circunstâncias para glorificar novamente o Salvador. Em Sua transfiguração (Mt 17.5) e poucos dias antes de Sua paixão (Jo 12.28-30). Em todas essas três ocasiões, Deus pronunciou palavras de muita ternura, que indicam todo o amor do Pai para com Seu Unigênito, Eleito por Ele como Cabeça e Redentor de toda a linhagem humana (Jo 12.28). Eis, pois, confirmadas e autenticadas solenemente pelo Céu as maravilhosas histórias do nascimento do Salvador. Eis também o duplo título com que Jesus vai começar a Sua obra: Messias e Filho de Deus.
Amém!
Até a próxima!
Fica na paz!

domingo, 23 de abril de 2017

POR QUÊ O JUSTO SOFRE?

Por quê o Justo sofre? 

Base Bíblica: 2Tm 3.12; Jo 16.33

Porque aqui não é o paraíso.
Porque Jesus disse: No mundo tereis aflições (Jo 16.33).
Porque assim nos aproximamos mais de Cristo.
Porque assim avaliamos o espírito de luta.
Porque assim compreendemos melhor os sofrimentos de Cristo.
Porque assim aumentamos a nossa aspiração pelo céu.

Porque pelo sofrimento somos lapidados.


O Senhor é Observador.
Precisamos entender que tudo o que acontece em nossa volta, não está escondido aos Olhos de nosso Deus. Apesar de nos sentimos sozinhas nos muitos momentos em que passamos por sofrimentos e aflições, o Senhor não nos perdeu de vista. Ele registra cada lágrima derramada, (Sl 56.8) cada passo trêmulo que damos em direção a Ele. Porque são nesses momentos que devemos procurá-Lo na esperança de que Ele nos receberá em Sua presença e nos ouvirá, na esperança de que Ele não contenderá conosco, por, nosso coração está limpo e nossa consciência pura, por não estarmos vivendo na prática do pecado. Essa é a paz que rege nossa alegria em meio aos sofrimentos, a paz que nos traz a esperança de que tudo irá passar pela garantia que Cristo nos deu de vencermos como Ele venceu (Jo 16.33). Mesmo naquelas horas em que pensamos que Ele se ausentou e que não se importa mais com nossa situação, o Senhor está com o Seu zeloso cuidado voltado para nós e a todo tempo Ele se interessa por nossa causa (Jó 23.4). É difícil entender o porquê o Senhor permite tantas aflições em nossa vida. Mas não precisamos entender o porquê das coisas. Precisamos nos esforçar pra não esquecer de que o Senhor JESUS é Bom, Amoroso. Ele sabe que as dificuldades e aflições que passamos, nos dará o benefício de valorizar a obra dEle em nossa vida (Jó 23.10). De sabermos que só nEle há a solução que tanto buscamos. Precisamos desejar apresentar-se perante Deus nos momentos de aflição (Jó 23.4)e não ficarmos procurando desculpas para o desânimo e achar que, por sermos humanos, é normal perder a esperança. Não é normal um cristão fiel perder a esperança. Que o Espírito Santo nos ajude a chegar-nos a Deus com nosso coração cheio de desejo de se entregar a Ele. E confiarmos que no final de tudo, sairemos fortalecidos, lapidados, cheios de experiências para passarmos a todos que precisarem de um apoio espiritual, moral, físico, a força necessária e o incentivo de confiar, que o Senhor, no tempo oportuno, dará graça e socorro a elas, assim como Ele foi conosco. Em tudo, nos tornaremos um exemplo de fé e perseverança e se na nossa caminhada encontrarmos alguém em aflição, teremos a convicção em dizer: Tenha fé, não desanime nem perca o foco, eu sei o que você está sentido. Passei por isso também. Mas venci. Algumas cicatrizes ficaram, mas nenhum pedaço de mim está faltando. Estou inteira. Jesus me ensinou a enfrentar as aflições e eu venci. Você também vai vencer. Não desista! Essa é a força que nos faz vencer: JESUS CRISTO. O SERVO SOFREDOR QUE VENCEU O MUNDO! AMÉM! Que a graça e a paz do Senhor Jesus invada nossos corações todos os dias de nossa vida. Até que Ele venha!

Aflições, por que as experimentamos?
Águia


Por sermos discípulos de Jesus, que foi o Servo sofredor: Mt 10.24.
Por sermos servos de Jesus, e Ele ter predito nossas aflições: Jo 16.33.
Por sermos soldados de Jesus e estarmos em permanente batalha: 2Tm 2.3,4.



Até a próxima!
Fica na paz!
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POR  QUÊ O POVO DE DEUS TEVE DE SOFRER
SE O SENHOR ESTAVA DO SEU LADO?
A ave de maior longevidade, podendo chegar aos 70 anos. Sua visão é de 300 graus, quase o dobro da do ser humano. Dotada de uma membrana nictante nos olhos, é o único ser que pode olhar direto para o Sol. Na forte tempestade, essa ave não se esconde, mas voa acima dela. É fiel a um único companheiro. É guerreira, corajosa e imponente quando voa e precisa quando ataca. Aos 40 anos , suas unhas ficam compridas e flexíveis, impedindo-a de segurar suas presas. Seu bico se encurva, impedindo-a de bicar mais com força. Suas asas pesadas e envelhecidas dificultando o seu vôo. Então, ela voa para o ninho, no alto da montanha, onde se inicia o doloroso processo de renovação. A águia bate o bico velho contra a pedra até arrancá-lo, e espera nascer um novo. Com ele, novamente suportando a dor, arranca as velhas unhas. Depois, espera nascer outras garras, com as quais tira as penas envelhecidas. Após 5 meses, com novas asas, lançar-se-á a novos vôos e viverá mais 30 anos.
O crente é comparado à águia e aos filhotes dela: Dt 32.10-12; Sl 103.5; Is 40.29-31.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

O QUE É ARREPENDIMENTO?

Arrependimento é o sentimento ou pesar por faltas ou erros cometidos, o sincero pesar de algum pecado cometido. Embora esta definição seja absolutamente correta, entretanto, na sua forma prática, ela é muito mais significativa, muito mais expressiva e profunda, de tal maneira que cria uma verdadeira transformação na conduta das pessoas. A sua definição pode ser abstrata, mas os seus efeitos são notórios; e são exatamente nos seus efeitos que podemos constatar as grandes diferenças de um outro sentimento que tem a aparência semelhante, como é o caso do remorso. Ora, quantas pessoas têm-se iludido e também a muitos pelo simples fato de terem contraído o remorso ao invés do arrependimento. Quando alguém comete um pecado e se arrepende, nunca mais cometerá o mesmo pecado; todavia, se ela sente um remorso pelo pecado cometido, certamente mais tarde vai cometer o mesmo pecado, e ainda tantas vezes quantas ainda não tiver se arrependido. É o caso de Judas Iscariotes, que teve remorso por ter traído ao Senhor Jesus, conforme narrativas no Evangelho de Mateus: "Então Judas, o que o traiu, vendo  que Jesus fora condenado, tocado de remorso, devolveu as trintas moedas da prata aos principais sacerdotes e aos anciãos..." Mt 27.3. Ora, se o remorso não passa de um sentimento de culpa cobrado pela consciência, daí ele produz um mal estar durante um certo período de tempo e que logo é esquecido e não realiza nada mais. Mas o arrependimento é diferente e implica mudanças de comportamento em relação ao erro, que iremos ver a seguir.

CARACTERÍSTICAS DO ARREPENDIMENTO
1) Ver o pecado - Para que haja arrependimento é preciso, em primeiro lugar, que a pessoa  errada considere o seu erro; ou seja, é necessário que ela assuma o seu erro, corajosamente, analisando porque cometeu aquele delito, onde foi que começou a "cair em pecado". Muitos tentam tirá-lo da mente através do esquecimento, e aqueles que assim procedem têm a ajuda especial de Satanás, porque ele tem interesse que o pecado não seja confessado a fim de que as pessoas possam cometê-lo novamente.
Uma das coisas mais difíceis é a pessoa admitir o seu pecado ou erro, e a partir do momento em que ela o admite, então, é porque o Espírito Santo já está agindo através do convencimento, porque "...Quando Ele vier convencerá o mundo do pecado..." Jo 16.8.
2) Confessar o pecado - Após a admissão, o pecador precisa urgentemente confessá-lo, o mais breve possível para que ele seja cancelado. A Bíblia afirma" "Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça", 1Jo 1.9. Se nós admitimos o pecado e não confessarmos, então ele fica guardado no almoxarifado do coração; mais tarde, ele atrairá mais pecados.
3) Detestar o pecado - Se a pessoa comete um pecado, e depois de admiti-lo e confessá-lo não toma uma atitude em odiá-lo, então ele voltará bater à porta do pecador com força insistente. Nesse período deve-se resisti-lo! ..."eis que o pecado jaz à porta; o seu desejo será contra ti, mas a ti cumpre dominá-lo." Gn 4.7b. O grande problema é que o pecado sempre tem um sabor doce na boca, ou seja: no início; mas no final é como fel e os seus dissabores são tantos, quer não valem a pena.
Para que fique realmente caracterizado o arrependimento definitivamente, há que se odiar e abandonar ao mesmo tempo o pecado, até porque: "O pecado não tem domínio sobre nós..." Rm 6.14, e, por isso mesmo, não podemos jamais nos deixar levar pela sua astúcia.
É Deus quem nos conduz ao arrependimento, conforme está escrito: "Ou desprezas a riqueza da Sua bondade, e  tolerância, e longanimidade, ignorando que a bondade de Deus é que te conduz ao arrependimento?" Rm 2.4. Ora, se o arrependimento é um dom de Deus, é uma condição que Ele nos dá para podermos nos consertar com Ele, como poderemos então desconsiderar a Sua bondade omitindo o arrependimento em toda a sua plenitude?! É certo que quando assim procedemos estamos resistindo ao Espírito Santo, que é o agente que nos leva ao arrependimento.

Os perigos
"É impossível, pois, que aqueles que uma vez foram iluminados e provaram o dom celestial e se tornaram participantes do Espírito Santo, e provaram a boa Palavra de Deus e os poderes do mundo vindouro, e caíram, sim, é impossível outra vez renová-los para arrependimento, visto que de novo estão crucificando para si mesmos o Filho de Deus, e expondo a ignomínia. Porque a terra que absorve a chuva que frequentemente cai sobre ela, e produz erva útil para aqueles por quem é também cultivada, recebe bênção da parte de Deus; mas, se produz espinhos e abrolhos, é rejeitada, e perto está da maldição; e o seu fim é ser queimada", Hb 6.4-8. Estes versos afirmam claramente que há um determinado limite para arrependimento, pois o "renová-los para arrependimento" significa que já houve outros arrependimentos e que agora renová-los é impossível...  

Até a próxima!
Fica na paz!