Israel Institute of Biblical Studies

sábado, 13 de abril de 2019

O QUE SIGNIFICA SER UM SEGUIDOR DE JESUS?

As minhas ovelhas ouvem a minha 
voz, e eu conheço-as, e elas me seguem;
João 10:27
Um dos objetivos centrais do Evangelho de Marcos é ajudar seus leitores a compreender e a aceitar a chamada para tomar sua cruz e seguir Jesus. Esse apelo é dirigido não somente àqueles que seriam apóstolos de Cristo, mas a todos que desejavam segui-Lo (Mc 8.34). Para alguns, o chamado ao discipulado é muito difícil, mas Deus fornece Sua graça (Mc 10.24-27). Outros acham que é fácil responder ao chamado de Jesus (Mc 2.14,15).
Para todos, seguir Jesus exige um compromisso total para deixar o egoísmo (Mc 8.34,35). Tomar a cruz é uma metáfora para dedicar a própria vida a segui-Lo, enfrentar desafios e rejeições, dificuldades e desprezo sem perder o foco de agradá-Lo e, até mesmo, morrer por Ele, como ilustrado pela crucificação de Cristo. Por exemplo, Pedro, André, Tiago e João deixaram seu lar e sua fonte de renda para seguir Jesus. Para o homem rico, largar seus caminhos egoístas exigia vender tudo o que tinha e dar o dinheiro aos pobres. Seguir o Mestre significa também se  identificar com Ele sem se envergonhar e ser fiel a Ele e a Seus ensinamentos (Mc 8.38). Isso requer a eliminação de qualquer coisa que possa interferir em sua caminhada com Jesus, independentemente do quão doloroso isso possa ser (Mc 9.43-48). Essa atitude exige confiar a vida inteira a Jesus (Mc 5.34) e arrepender-se dos pecados (Mc 6.12). Louvado seja Deus por Cristo Jesus!! Isso ainda requer uma lealdade a Jesus maior que a que temos para com os nossos próprios pais (Mt 10.37). Jesus explicitamente ordenou a Seus discípulos que anunciassem Sua mensagem (Mt 28.18-20). Cristo e Seus apóstolos, por meio de Seu ensino e exemplo, convidam os seguidores de Jesus a anunciar a boa-nova onde quer que estejam (ver Mc 4.20; Rm 10.14,15; Cl 1.23).
Juntamente com as exigências de Jesus para o discipulado, estão as recompensas por segui-Lo. Aqueles que seguem Cristo recebem a promessa de poder entrar no Reino de Deus, bem como o perdão por seus pecados; e eles tornam-se membros da família de Deus. Além disso, são salvos do juízo e obtêm a vida eterna! Seguir JESUS não deixa de ter dificuldades, mas inclui uma grande bênção! Aleleuia! Não somente segui-Lo, mas, comprometer-se de corpo, alma e espírito à causa de DEUS! Amém! Ora vem SENHOR JESUS!

RUMINANDO MARCOS 3.20,21

Por causa da pressão da multidão, Jesus não tinha tempo nem para comer. Devido a isso, Seus amigos e familiares vieram tomar conta dele (Mc 3.31,32), pensando que tivesse se tornado um fanático religioso que havia "passado dos limites". Estavam preocupados com Ele, mas não entenderam o sentido do Seu ministério. Mesmo os mais próximos do Mestre demoraram a entender quem Ele era e o que veio fazer.
Talvez, sua família não entenda a sua fé; ou então, esteja tentando aconselhá-lo. Pode ser ainda que se sinta realmente preocupada com as escolhas que você fez. Suas preocupações podem fornecer-lhe uma boa oportunidade de explicar a sua fé aos seus. Mas, em vez de tentar convencê-los de qualquer coisa, diga-lhes o que o convenceu e por que. Faça perguntas também, e ouça as suas preocupações. Deixe o conflito tornar-se uma conversa.
"Prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus."
Filipenses 3:14


Amém!
Até a próxima!

sábado, 26 de janeiro de 2019

QUAL É O PROPÓSITO DO TABERNÁCULO?



Desde o início da criação, o plano de Deus era compartilhar Sua vida com a humanidade e permitir que as pessoas gozassem da alegria da comunhão com Ele. No entanto, a entrada do pecado no mundo criou um sério obstáculo para o cumprimento desse  objetivo; se pessoas pecaminosas chegassem à Presença de Deus, Sua Santidade as destruiria. O tabernáculo servia como um meio temporário de os israelitas poderem desfrutar da Presença Divina sem serem destruídos por Ela (Êx 25.8).
O tabernáculo mostra-nos, de forma tangível, o que é necessário para entrar na Presença de Deus.
  • O Altar diz-nos que o pecado deve ser removido por meio de uma morte sacrificial.
  • O Lavatório informa que a comunhão com Deus exige remoção de impurezas - qualquer coisa que entre em conflito com perfeição ética do Altíssimo.
  • No Lugar Santo, o candelabro e a mesa mostram que devemos andar na luz de Deus e confiar nEle com relação à provisão de nossas necessidades.
  • O Altar do Incenso representa a oração, e o incenso em constante combustão lembra-nos de que aqueles que são perdoados e lavados - que estão andando em Sua luz e confiando constantemente nEle - têm acesso ilimitado ao Senhor.
  • A Cortina entre o Lugar Santo e o Santo dos Santos recorda-nos de que o Todo-Poderoso, o Deus Santo que nos convida à comunhão, não pode ser abordado casualmente. Atrás da cortina, não há ídolo, mas a Arca da Aliança gloriosa, sobre a qual a glória de Deus aparecia, simbolizando Sua entronização como Rei de Israel.
  • A centralidade da Arca reflete o propósito principal do Altíssimo para com Seu povo, um pacto com o Deus Vivo.
Nossa Nova Aliança com Deus se faz possível por meio do sacrifício perfeito de Yeshua (O Cristo de Deus, como Cordeiro) e Seu ministério como Sumo Sacerdote diante de Deus (Hb 9--10). Ele cumpriu todas as exigências que são ilustradas pelo Antigo Tabernáculo. Aleluia!
  • JESUS, o Cordeiro de Deus : Jo 1.29
  • O animal preferido para ser morto na Páscoa, um cordeiro: Êx 12.21.
  • O cordeiro deveria ser novo: Êx 12.5. (Lc 3.23)
  • O cordeiro era sacrificado no final da tarde: Êx 12.6. (Jó 21.32; Mt 27.46,66
  • O cordeiro não podia ter mancha: Êx 12.5. (Jo 1.29)
  • O sangue do cordeiro deveria ser aspergido na porta: Êx 12.22.
  • Não se podia quebrar os ossos do cordeiro: Êx 12.46. (Jo 19.33)
Até a próxima!
Fica na paz!

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

O QUE SIGNIFICA "PALESTINA"?

Ao iniciarmos este estudo curioso, vários fatos nos surpreendem de imediato, começando pelo próprio nome da região, que não é outro senão o que foi dado pelos filisteus, aqueles temíveis e sanguinários inimigos de Israel. Mas, por conta de algumas anomalias que a história apresenta com vários exemplos, este nome, que só deveria ter sido dado à parte sudoeste daquela região, terminou por designar toda a palestina.
"Palestina" nunca foi o nome de uma nação ou estado. É na verdade um termo geográfico (citado acima) utilizado para designar uma região abandonada ao descaso desde o século II d.C. O nome em si deriva do termo "Peléshet", que aparece constantemente na Bíblia hebraica e foi traduzido como "Filístia" ou "Palestina". Os filisteus eram um povo do mediterrâneo com origens na Ásia Menor e na Grécia.

Este pequeno espaço em destaque para um breve detalhe:
Por Joseph E. Katz
Tradução e adaptação por Matheus Zandona
“Não existe uma nação árabe chamada Palestina (…). Palestina é o nome que os romanos deram para o Eretz Israel com o intuito de enfurecer os judeus. Por que deveríamos usar o mesmo infeliz nome dado para nos humilhar? Os ingleses escolheram chamar a terra que eles controlavam de ‘Palestina’, e os árabes pegaram este nome como seu suposto nome milenar, apesar de nem sequer conseguirem pronunciá-lo corretamente. Eles transformaram a Palestina em ‘Falastin’, uma entidade ficcional.”  Golda Meir

Agora; vamos explorar mais sobre a região em si. Seus aspectos físicos, tendo em nossa mente que o texto que se segue e toda sua descrição, se refere a Terra Santa, que, como já foi relatado acima recebeu este termo "palestina". Ok?
Então, vamos lá!
Observe:
Outro fenômeno ainda mais surpreendente é a pequenez desse território. É uma região muito pequena se a examinarmos do ponto de vista puramente natural. O tamanho da Palestina tem sido um mistério. Dizem que o famoso orador romano Marcos Túlio Cícero fez a seguinte observação desdenhosa: "O Deus dos judeus deve ser um Deus pequeno, pois deu ao seu povo um território muito pequeno". Sem levar em conta a autenticidade ou não desse texto, o certo é que a dos judeus, a terra de Jesus, é uma região realmente muito pequena,. Parece que Isaías se referiu a isto quando, contemplando o futuro messiânico, pronunciou estas palavras, dirigidas pelo Senhor à Sião desolada: Até mesmo os filhos da tua orfandade dirão aos teus ouvidos: mui estreito é para mim este lugar; aparta-te de mim, para que possa habitar nele (Is 49.20).
Cidade palestina de Aim-Karen(nome atual),
onde João Batista nasceu
Ainda mais estranha parecerá a pequenez da Palestina se considerarmos a imensa extensão dos impérios que a rodearam nas diferentes épocas da história: ao norte, a Síria; a leste, a Caldéia, a Assíria e a Pérsia; ao sul, o Egito.
A região onde Jesus viveu é uma faixa da costa mediterrânea que se estende entre a Síria meridional e o Egito. Ao longo dos séculos, essa região recebeu diferentes nomes e esteve limitada por diferentes fronteiras. Como o historiador grego Heródoto, hoje a chamamos Palestina, e seus limites são em parte naturais, em parte convencionais. Sua área territorial tem variado muito.


UMA REGIÃO DE ESTREMAS DEMARCAÇÕES

A Palestina tem limites naturais: a oeste, é demarcada pelo Mediterrâneo, e a leste, pela Jordânia. Seus limites naturais ao norte e ao sul não são exatos. Mas ao norte ficam bastante assinalados pela cordilheira do Líbano, que desce paralela ao Mediterrâneo, sendo um ponto avançado do monte Hermom. O desfiladeiro entre o Hermom e o Líbano pode ser considerado o limite norte da Palestina. Ao centro, o limite geográfico está representado genericamente pela Iduméia e pelas regiões desérticas que se estendem imediatamente ao sul de Berseba e do mar Morto. estes dois limites ao norte e o limite meridional são mencionados frequentemente no Antigo Testamento com a expressão de Dã até Berseba, referindo-se à Palestina habitada pelos hebreus.

A EXTENSÃO DE SUA SUPERFÍCIE

A longitude (norte-sul) da Palestina é de 470 km. Sua largura (leste-oeste) é de 135 km. A superfície total de seu território é de 27.000km².

COMO A TERRA DE ISRAEL VEIO A SE TORNAR "PALESTINA"?*

No primeiro século d.C., os romanos destruíram o reino independente da Judeia. Após a revolta frustada de Bar Korchba no segundo século, o imperador romano Adriano determinou a eliminação da identidade de israel (também conhecida como Judá ou Judeia), visando destruir o vínculo milenar do povo judeu com a região. Assim, ele escolheu o nome "Palestina", impondo-o em toda a terra de Israel. Ao mesmo tempo, ele mudou o nome de Jerusalém para "Aélia Capitolina".(*Por Mathues Zandona-tradução e adaptação)

FENÔMENO GEOLÓGICO

A região inteira, em suas duas porções assinaladas, está dividida em um profundo vale sobre o qual corre o rio Jordão e que constitui um fenômeno geológico único no mundo. Esse vale, que se prolonga do Tauros à Celessíria, afunda cada vez mais à medida que se entra na Palestina, alcançando sua maior profundidade no mar Morto, e continuando ao oriente da península do Sinai, chega ao mar vermelho(mar de JUNCOS, no hebraico).
Na altura de Dã, seu nível se mantém em 550 m sobre a superfície do Mediterrâneo, mas 10 km depois, no lago de El Hule, o nível da água é só de 2 m sobre o nível do mar, e outros 10 km além, no lago Tiberíades, o nível da água chega a 208 m abaixo do nível do mar, e o fundo do lago está 45 m mais baixo ainda. Finalmente, na embocadura do mar Morto, o nível de água é de 394 m inferior ao Mediterrâneo, e o fundo do mar Morto (cuja água tem o maior nível de salinidade do mundo), está 793 m abaixo do nível do Mediterrâneo, constituindo a mais profunda depressão continental do planeta.

AS PARTES DISTINTAS DA PALESTINA

Tomando conhecimento desses pormenores, podemos compreender quão grande é a importância geográfica do rio Jordão para a Terra Santa. Ele divide a Palestina em duas partes distintas, que se chamam Palestina Cisjordânia, a oeste; e Palestina Transjordânia, a leste.
Outra parte, a fertilíssima planície de Esdrelom ou de Jizreel - que se estende em forma de triângulo entre a cadeia do monte Carmelo, os montes de Samaria, as colinas meridionais da Galileia e o monte Tabor - corta a região de leste a oeste em quase toda a largura da Palestina Cisjordânia. No tempo de Jesus, enquanto a Judeia e sua capital, Jerusalém, representavam o autêntico centro do judaísmo, Samaria era um flagrante contraste étnico e religioso.
O rio Jordão em sua trajetória
serpenteante rumo ao mar Morto
Os samaritanos descendiam dos colonos asiáticos importados para aquelas regiões pelos assírios em fins do século VIII antes de Jesus Cristo. Esses colonos tinham se misturado com os proletários israelitas que ficaram ali. Sua religião, que a princípio fora em sua essência idólatra com uma leve tintura de jeovismo, foi purificando-se com o passar do tempo e, no final do século IV a.C., os samaritanos tinham o seu templo próprio, construído sobre o monte Gerizim. Para eles, naturalmente, este era o único lugar onde se deveria render culto autêntico ao SENHOR, em contraposição ao templo judaico de Jerusalém.
Os samaritanos consideravam-se genuínos descendentes dos antigos patriarcas hebreus e os verdadeiros depositários de sua fé religiosa. Este foi o motivo das raivosas e contínuas hostilidades entre samaritanos e judeus, ainda mais porque Samaria era lugar de passagem obrigatória para quem ia à Galileia e à Judeia. Essas hostilidades, frequentemente registradas nos documentos antigos, não cessaram, e ainda se perpetuam entre os samaritanos que habitam ao pé do monte Gerizim.

Por enquanto, só!
Até a próxima!
Fica na paz!

sábado, 13 de outubro de 2018

QUEM É O QUERUBIM UNGIDO DE EZEQUIEL 28?

VAMOS COMEÇAR COM:A HISTÓRIA DE TIRO 

(TIRO EZ 26.1 À 28.19).

1) A história de Tiro.
  • Tiro era uma antiga cidade fenícia, cujo primeiro registro na Bíblia está em Josué 19.29. Era a maior cidade comercial nos tempos do Antigo Testamento. Tiro - um nome que significa "rocha" - foi o centro do mundo mediterrâneo.
  • De acordo com Ezequiel (Ez 26.13) e com Isaías (Is 23.16), Tiro foi uma cidade de grande músicos e amantes da música.
  • A cidade exerceu grande influência durante os reinados de Davi e Salomão. Hirão, o rei de Tiro, foi amigo devoto de Davi (2Sm 5.11) e posteriormente ajudou o rei israelita e seu filho Salomão em suas obras de construção, sobretudo com o Templo (1Rs 5.1-12; 1Cr 14.1; 2Cr 2.3,11).
  • Tiro era composta por duas cidadelas, uma ficava no contorno da costa, aproximadamente 100km a noroeste de Jerusalém, outra, em uma ilha, a um quilômetro de distância do litoral, no mar Mediterrâneo.
  • No tempo da profecia de Ezequiel, os habitantes de Tiro estavam em rebelião declarada contra a Babilônia.
2) O pecado de Tiro.
  • Alegrou-se com a queda de Judá (Ez 26.2). A razão para esse sentimento foi o fato de a derrota dos judeus significar passagem livre para suas caravanas comerciais que vinham do norte para o sul, em direção ao Egito. Com o fim de Judá, essas caravanas não mais precisariam pagar pedágio.
  • Tiro vendera judeus como escravos aos gregos e aos edomitas (Jl 3.4-8; Am 1.9,10). (A) Nesse período, o regente era Itobaal II, que se vangloriava dizendo ser tão forte como um deus e mais sábio do que Daniel (Ez 28.2,3). A história, certamente, está cheia de outras pessoas cujo orgulho transformou-se na ruína delas. Observe, sobretudo, os casos de Senaqueribe (2Rs 18.33-35), de Nabucodonosor (Dn 3.15; 4.30) e de Herodes (At 12.21-23). (B) Pretendendo ser um deus, o regente de Tiro tornou-se um prenúncio do futuro anticristo (veja 2Ts 2.4).
  • A cidade foi totalmente corrompida pelo materialismo mais vulgar (Ez 27.4-25).
3) A punição de Tiro.
  • Várias nações se levantariam contra Tiro e viriam contra ela como ondas do mar (Ez 26.3). (A) O rei assírio, Senaqueribe, entre 701 a.C. e 696 a.C., conquistara parte da cidade continental, mas não conseguiu capturar a fortalecida ilha. (B) O rei babilônio, Nabucodonosor, também tentara conquistar a ilha e o continente durante 13 anos (585 a.C. -- 574 a.C.), mas, como Senaqueribe, falhara em capturar a parte da cidade envolta pelo mar.
  • Ezequiel profetizou que os muros da cidade cairiam, apesar da forte proteção que lhe era fornecida pelas águas. Do mesmo modo, o solo de Tiro seria raspado, deixando-a como uma pedra lisa. As duas cidadelas se tornariam um lugar para espalhar redes de pesca (Ez 26.4,5). Mais de 225 anos passaram-se sem que essa profecia se cumprisse. Contudo, em 332 a.C., Alexandre, o Grande, entrou em cena, e a parte da cidade protegida na ilha foi conquistada. O conquistador construiu uma ponte de interligação entre o litoral e a ilha, lançando sobre as águas os restos da antiga cidade continental. Ao fazer isso, ele literalmente raspou a costa, deixando-a lisa. Há poucos anos, um arqueólogo americano chamado Edward Robinson descobriu uma média de 40 a 50 colunas de mármore sob as águas próximo às praias da antiga cidade de Tiro. Voltando ao passado, sabe-se que após um cerco de sete meses, Alexandre invadiu a ilha e destruiu-a. Depois disso, as cercanias da área continental passaram a ser usadas pelos pescadores locais para espalharem e secarem suas redes.
  • Ezequiel afirmou também que a cidade nunca mais seria habitada (Ez 26.20,21). Tiro nunca foi reconstruída, apesar das famosas fontes de água fresca do Líbano, que produzem quase 40 mil litros de água diariamente.
  • Muitos dos navios de Tiro seriam destruídos por ferozes furacões (Ez 27.26,27).
  • Todo o mundo ocidental conhecido lamentaria e prantearia em razão da destruição da cidade (Ez 26.16-18; 27.28-36). Durante a tribulação, o mundo fará o mesmo diante da destruição da Babilônia (veja Ap 18).
4) A força por detrás de Tiro (Ez 28.11-19).
  • A identidade dessa força. Já notamos, em Ezequiel 28.1-10, que o profeta descreve o orgulho de Itobaal II, o regente de Tiro naquela época. Entretanto, Ezequiel agora se desloca para além da cena terrena e mostra-nos a criação e a queda de uma criatura angélica, inumana vil e depravada. Esse ser assustador é o próprio Satanás, a força verdadeira detrás da iniquidade de Tiro. Deus frequentemente fala com o diabo por meio de fontes indiretas. Exemplos: (a) Ele falou ao demônio ao falar com a serpente (Gn 3.14,15). (b) Ele falou ao demônio ao falar com Simão Pedro (Mt 16.23).
  • As características dessa força. 1. A perfeição da sabedoria e da beleza (Ez 28.12). O ser humano jamais foi descrito com esses termos, antes, pelo contrário (Veja Rm 3.23)! 2. Você estava no Éden, o jardim de Deus (Ez 28.13). Alguns acreditam que Ezequiel tinha Adão em mente ao descrever esse trecho, mas a narrativa de Gênesis não menciona em passagem alguma que as vestes do primeiro homem eram feitas com ouro e adornadas com toda pedra preciosa. 3. A obra dos teus tambores e dos teus pífaros (Ez 28.13). O Dr. J. Dwight Pentecost explica a que essa frase se refere: Instrumentos musicais originalmente eram feitos para louvar e adorar a Deus. Mas não era necessário que Lúcifer aprendesse a tocar um instrumento de música para louvar o Altíssimo, pois, para nossa surpresa, ele tinha um órgão integrado a si mesmo, ou seja, ele era um órgão. (Veja mais sobre QUERUBIM) É isso que o profeta quis dizer quando afirmou "a obra dos teus tambores...". Lúcifer, em razão dessa beleza, fez aquilo que um instrumento musical faria nas mãos de um músico habilidoso, ou seja, entoou uma melodia de louvor à glória de Deus. Ele não precisava procurar por alguém que cantasse uma doxologia - ele era uma doxologia. (Your adversary, the Devil.p.16) 4. O guardião querubim ungido (Ez 28.14). (a) Ele foi ungido - no Antigo Testamento, eram três os ofícios que requeriam unção: o profeta, o sacerdote e o rei. Sugere-se, nesse trecho, que Lúcifer tenha sido originalmente criado para trabalhar, sob Cristo, como profeta, sacerdote e rei, mas fracassou! Deve ter sido esse o motivo para que Deus separasse esses ofícios (veja 1Sm 13; 2Cr 26). (b) Ele foi um querubim guardião - o querubim era um tipo especial de ser angélico, cujo propósito era proteger a santidade de Deus (veja Gn 3; Êx 25; 1Rs 6; Ez 1; Ap 4). Evidências bíblicas e arqueológicas sugerem que tais seres tinham as aparências de um leão, de um bezerro, de uma águia e de um homem. Lúcifer aparentemente foi criado (entre outros propósitos) para demonstrar a obra terrena de Cristo, tal como apresentada pelos quatro evangelistas, (*confira abaixo:) 5. Você ficou orgulhoso por causa da sua beleza (Ez 28.17 NTLH). Eis o primeiro pecado e a autocriação do primeiro pecado em todo universo.

*OS QUATRO SERES VIVENTES DE EZEQUIEL E OS EVANGELHOS

A descrição de Ezequiel das criaturas, em 1.10, ecoa ao longo do Novo Testamento, dos Evangelhos ao Apocalipse.
  • Mateus (escrevendo aos judeus) descreve Cristo como um Leão, o Messias.
  • Marcos (escrevendo aos romanos) descreve Cristo como um Boi, o Servo.
  • Lucas (escrevendo aos gregos) descreve Cristo como o Homem perfeito.
  • João (escrevendo para o mundo inteiro) descreve Cristo como a Águia, o poderoso Deus.


Vamos analisar Apocalipse 4.6-8 - sobre a visão de João 

Ele vê e ouve o testemunho de quatro criaturas angelicais (Ap 4.6-8). Em grego, animal selvagem é therion. Porém aqui, a palavra usada é zoa (a raiz da palavra zoologia), que significa seres viventes.
a) Quem são esses quatro seres viventes?
J.vernon McGee acredita que eles sejam semelhantes às criaturas vistas por Ezequiel e Isaías:
Essas criaturas, da mais alta inteligência, estão na presença de Deus. Elas assemelham-se aos querubins de Ezequiel 1.5-10; 10.20 e aos serafins de Isaías 6.2,3. Ou seriam elas uma nova ordem de criaturas celestiais que ainda não havia sido revelada antes nas Escrituras? (Reveling through Revelation.p.43)
b) Qual é o seu propósito? Talvez,lembrar todas as criaturas ao longo de toda a eternidade do bendito ministério terreno e celestial de Cristo. Isso é sugerido pela sua aparência:
1. O primeiro era como um leão. Ele representa a posição de Cristo como Rei - conforme vemos no Evangelho de Mateus
2. O segundo era como um boi. Ele representa a posição de Cristo como servo - conforme vemos no Evangelho de Marcos.
3. O terceiro era como um homem. Ele representa a humanidade de Cristo - conforme vemos no Evangelho de Lucas.
4. O quarto era como uma águia. Ele representa a divindade de Cristo - conforme visto no Evangelho de João.

Até a próxima!
Fica na paz!

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

COMO UMA PESSOA TORNA-SE SANTA?



Santidade diz respeito ao caráter transcendente de Deus (Lv 10.3). Como podemos nós, criaturas finitas que caímos em pecado, sermos santos como Deus o é? Nunca seremos transcendentes como Deus, mas seremos sempre criaturas finitas. Nossa santidade não é absoluta como a do Senhor. Isso não se refere a nossa própria natureza e nosso próprio caráter, mas ao nosso relacionamento com Deus.
Quando Deus declara que um lugar é santo, é porque Ele se manifesta lá (Êx 3.5). Quando Ele se retira, o local volta a ser comum. Quando Deus declara que um objeto é santo, como um altar, por exemplo, é porque foi feito da maneira prescrita pelo Senhor e aceito por Ele para Sua obra (Êx 29.44-46). Seu relacionamento com Deus santifica-o como nada mais poderia.
O mesmo se dá com as pessoas. É-nos dito que devemos ser santos porque Deus é santo (Lv 19.2; 1Pe 1.16). Tal santidade só pode ser imputada a seres humanos. Sem um relacionamento com Deus, a verdadeira santidade não se dá, não importa o quão boa, piedosa ou disciplinada a vida de uma pessoa possa ser. Só Deus pode tonar as pessoas santas (Êx 31.13; Lv 20.8; 22.32). Deus promete estar com Seu povo e fazer sua santidade possível (Is 35.8-10; Os 11.9).
A Igreja, assim como a Israel do Antigo Testamento, tem um relacionamento com o Senhor. Nossa adoção como filhos de Deus permite que nos tornemos pessoas piedosas (1Jo 3.2). A morte expiatória de Cristo, o Santo, torna possível a perfeição da santidade a todos pela fé (Rm 5.12-21). Podemos ser santos diante de Deus, bem como em nossa conduta para com os outros.

SANTIFIQUEMO-NOS
  • Por meio da obediência da fé: At 26.18.
  • Por meio do corpo como oferta a Deus: Rm 12.1.
  • Por meio do sangue de Jesus: Hb 10.29.
POR QUÊ NECESSITAMOS SER SANTOS?
  • Para agradarmos a Deus: Lv 11.44; 1Ts 4.1.
  • Para crescermos em Deus: 1Pe 2.2,3.
  • Para vermos a Deus: Hb 12.14.
  • Santos no amor: Mt 5.38-48; 22.37-39.
  • Santos no falar: Sl 15.2,3; Ec 2.7; Ef 4.29; Tg 3.2.
SANTUÁRIO, uma figura da igreja
  • Casa de Cristo: Hb 3.6.
  • Casa de Deus: 1Tm 3.15; Hb 10.21.
  • Casa espiritual: 1Pe 2.5.
  • Edifício de Deus: 1Co 3.9.
  • Morada de Deus em Espírito : Ef 2.22.
  • Templo de Deus: 1Co 3.16,17.
  • Templo do Espírito Santo: 1Co 6.19.
SANTUÁRIOS DE DEUS DURANTE A HISTÓRIA
  • A Igreja: Ef 2.20-22.
  • O corpo individual do cristão: 1Co 6.19.
  • O corpo de Jesus: Jo 2.19-21; Cl 2.9.
  • O tabernáculo de Moisés: Êx 25.8,9.
  • O templo de Salomão: 1Rs 8.6,10,11.
  • O templo de Zorobabel: Ag 2.7-9.
  • O templo do milênio: Ez 40 a 44.
Até a próxima!
Fica na paz!

sábado, 26 de maio de 2018

Que tipo de corpo, Jesus Cristo obteve depois da Sua ressurreição?


QUE TIPO DE CORPO,JESUS CRISTO OBTEVE DEPOIS DA SUA RESSURREIÇÃO?

Isso é um assunto de extrema importância para o crente, já que um dia nós teremos um corpo semelhante (Fp 3.21; 1Jo 3.2).
Aqui estão alguns fatos bíblicos a respeito da natureza do corpo ressurreto do Senhor:
Ele foi reconhecido em Seu novo corpo. É claro que algumas pessoas, inicialmente, não reconheceram Jesus, mas isso só ocorreu porque elas acreditavam que Ele ficaria morto para sempre! Logo, contudo, Ele foi reconhecido.
  1. Por Maria Madalena (Jo 20.16).
  2. Pelos dois discípulos no caminho de Emaús (Lc 24.31).
  3. Por Tomé (Jo 20.28).
  4. Pelos 11 apóstolos (Mt 28.17).
Seu corpo consistia de carne e ossos (Lc 24.39).
Ron Rhodes afirma este fato, corrigindo uma interpretação errônea de duas passagens:
Duas passagens principais no Novo Testamento, às vezes, são interpretadas erroneamente por líderes de seitas, para ensinar que Jesus ressuscitou dentre os mortos como uma criatura espiritual: 1Co 15.44-50 e 1Pe 3.18. Façamos uma breve análise dessas passagens.
1 Coríntios 15.44-50: é verdade que o corpo ressurreto é chamado de corpo espiritual em 1 Co 15.44. Entretanto, o principal significado de corpo espiritual aqui não é o de um corpo imaterial, mas sim de um corpo sobrenatural e dominado pelo espírito. "As palavras gregas soma pneumatikos (traduzidas nesse contexto como corpo espiritual) referem-se a um corpo dirigido pelo espírito, em contraste com um corpo que está sob o domínio da carne."
[...]Em seu excelente livro Soma in Biblical Theology, o estudioso de grego Robert Gundry afirma que: "Todas as vezes em que Paulo usava a palavra soma, ele referia-se, sem exceção, a um corpo físico". Assim, todas as referências ao corpo (soma) ressurreto do Senhor no Novo Testamento devem ser entendidas como um corpo físico ressurreto. Isso confirma a tese de que a frase corpo [soma] espiritual refere-se a um corpo físico sobrenatural e dominado pelo espírito.
O contexto em 1 Coríntios 15 indica  que, nos versículos 40-50, o significado que  Paulo tinha em  mente era sobrenatural. [...] Em contraste ao termo natural, a tradução sobrenatural encaixa-se muito melhor à linha de argumentação do apóstolo do que a palavra espiritual.
[1 Pedro 3.18] não se refere a uma ressurreição espiritual de Cristo; em vez disso, a passagem faz referência à ressurreição física de Cristo pelo Espírito Santo. Acredito que esse versículo esteja dizendo que Jesus ressuscitou dentre os mortos - ou foi vivificado - pelo Espírito Santo. A verdade é que Deus não ressuscitou Jesus como um espírito, mas O ressuscitou pelo Espírito Santo. (The Complete Book of Bible Answers. Harvest House.p.133,134)
Seu corpo trazia as marcas das chagas da crucificação (Zc 12.10; Jo 20.20,27; Ap 1.7; 5.6).
Seu corpo foi tocado e manuseado em diversas ocasiões.
  1. Por Maria Madalena (Jo 20.17).
  2. Por algumas mulheres (Mt 28.9).
  3. Pelos apóstolos (Lc 24.39).
Ele comeu e bebeu em pelo menos três ocasiões, conforme Pedro mais tarde testificaria (At 10.39-41).
Essas ocasiões ocorreram:
  1. Em Emaús (Lc 24.30).
  2. Em Jerusalém (Lc 24.41-43).
  3. Às margens do mar da Galileia (Jo 21.12-14).
Seu corpo não estava sujeito às leis do tempo e da gravidade, nem era limitado por elas. Isso foi demonstrado de maneira nítida em quatro ocasiões.
  1. Em Emaús (Lc 24.31).
  2. Em Jerusalém (em duas ocasiões). a) Primeira ocasião (Lc 24.36; Jo 20.19). b) Segunda ocasião (Jo 20.26).
  3. No monte das Oliveiras (Lc 24.51; At 1.9).
Corpo da ressurreição, como será?
  • Será incorruptível: 1Co 15.53
  • Será espiritual: 1Co 15.44.
  • Será eterno: 2Co 5.1.
Então.. que alegria! seremos iguais à Ele!!!!
Como será o nosso futuro corpo:
  • Corpo celestial: 2Co 5.4.
  • Corpo espiritual: 1Co 15.44.
  • Corpo eterno: 1Co 15.53
  • Corpo glorificado: 1Co 15.53
  • Corpo incorruptível: 1Pe 1.4; 1Co 15.42,53.
  • Corpo poderoso: 1Co 15.43.
  • Semelhante ao de Cristo: Fp 3.21.
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Até a próxima!
Fica na paz!

sábado, 5 de maio de 2018

O que realmente aconteceu na torre de Babel?



Gênesis 11.1-4 não ensina que a humanidade tentou construir, estupidamente, uma torre que pudesse atingir o espaço sideral! Em especial, observa-se as palavras toque nos céus, no versículo quatro. Essas palavras estão em itálico na KJV, para demonstrar que elas foram incluídas pelo tradutor e que não estão no original em hebraico. Na verdade, a expressão quer dizer "cujo cume é o céu".
A evidência arqueológica sugere que a torre de Babel, na realidade, era um prédio dedicado à astrologia ou à adoração pagã aos céus. Entre ruínas da antiga Babilônia, há uma construção de 46m, com uma base de 121m. Ela foi construída de tijolos secos em sete andares, para corresponder aos planetas aos quais foram dedicados. Os inferiores eram pretos, a cor de Saturno, o seguinte era laranja, para Júpiter, e o terceiro, vermelho, para Marte, e assim por diante. Esses andares estavam cobertos por uma torre elevada, em cujo cume os signos do zodíaco estavam. Dr.Donald Barnhouse afirma esta interpretação:
Foi uma notória e desafiadora volta para Satanás e o início da adoração demoníaca. É por isso que a Bíblia sempre pronuncia uma maldição sobre quem consulta o sol, alua e as estrelas do céu. (Genesis: A Devotional Exposition.p.71)
Anos antes da construção da torre de Babel, Caim, o primeiro assassino do mundo, ouviu Deus dizer: Fugitivo e errante serás na terra (Gn 4.12). No entanto, os filhos  espirituais de Caim estariam rebelando-se contra o mesmo Deus, mas eles ansiavam por estar juntos, para que não tivessem o mesmo destino que Caim (Gn 11.4).
O teólogo alemão Erich Sauer relaciona a multiplicidade de línguas a um espelho quebrado:
O idioma original a partir do qual Adão nomeou todos os animais no paraíso era como um grande espelho no qual toda a natureza estava precisamente refletida. Porém, Deus havia despedaçado esse espelho, e cada pessoa ficou com apenas um fragmento dele; uma ficou com um pedaço maior; a a outra, com um menor; e agora cada pessoa vê apenas uma parte de um todo, mas nunca o todo completamente. (Dawn of World Redemption.p.82)
Assim, os diversos fones de ouvidos e as cabines de tradução nas Nações Unidas, em Nova Iorque, dão, hoje em dia, um eloquente testemunho do trágico episódio de Babel. Por isso, se chamou o seu nome Babel (Gn 11.9). O próprio Ninrode pode ter dado esse nome. Babel significa, literalmente, "portão de Deus". Portanto, embora a humanidade houvesse rejeitado o verdadeiro Deus, ela tentou amenizar sua consciência pesada reconhecendo um "grande arquiteto do universo" vago e impessoal. Mas isso não deu certo! Deus mudou o sentido da palavra Babel para significar "confusão".

Quando, onde e como começaram as distintas características raciais da humanidade moderna?

O Dr.Henry Morris explica como pequenas populações geram diferentes características genéticas de forma relativamente rápida:
À medida que cada família e unidade tribal migravam de Babel, elas não apenas desenvolviam uma cultura distinta, mas também características físicas e biológicas diferentes. Uma vez que elas conseguiam comunicar-se somente com membros de sua unidade familiar, não era possível casar-se com pessoas de outra família. Portanto, foi necessário estabelecer novas famílias compostas por parentes  muitos próximos, por pelo menos muitas gerações. Está bem definido geneticamente que ocorrem variações muito rápidas em uma pequena população endogâmica. [...] Em uma pequena população, contudo, os [...] genes que podem estar presentes em seus membros [...] têm a oportunidade de tornarem-se visivelmente expressos e até dominante sob essas circunstâncias. Assim, em pouquíssimas gerações de endogamia, características distintivas como pele, altura, textura capilar, e características faciais, temperamento, adaptação ambiental, entre outras, poderão associar-se a tribos e nações específicas. (The Genesis Record.p.276)
Até a próxima!
Fica na paz!