sábado, 22 de outubro de 2016

E OS MANUSCRITOS ORIGINAIS DA BÍBLIA?

Fragmentos do Evangelho de João

Os manuscritos originais da Bíblia foram transmitidos de forma confiável para nós?

Norman Geisler e William Nix atestam a confiabilidade da Bíblia na transmissão ao longo dos séculos:
Entre o manuscrito e a Bíblia moderna, estende-se um importante elo na cadeia geral "de Deus para nós", conhecida como transmissão. Ela oferece uma resposta positiva para a pergunta: os estudiosos da Bíblia, hoje, possuem uma cópia exata dos manuscritos? Obviamente, a autenticidade e autoridade da Bíblia não podem ser estabelecidas a menos que seja sabido que as presentes cópias têm integridade. Em apoio à integridade do texto, um enorme número de documentos antigos pode ser apresentado. Para o Novo Testamento, começando com antigas versões do segundo século e fragmentos de manuscritos, e continuando com citações abundantes dos pais da igreja e milhares de cópias manuscritas daquela época até as versões modernas da Bíblia, existe praticamente uma linha intacta de testemunho. Além disso, não existem apenas incontáveis manuscritos para apoiar a integridade da Bíblia (incluindo o Antigo Testamento desde a descoberta dos manuscritos do mar Morto), mas um estudo dos procedimentos de preparo e preservação dos manuscritos bíblicos revelam a fidelidade do próprio processo de transmissão. Na verdade, pode-se concluir que nenhum outro documento da antiguidade chega ao mundo moderno com tal evidência de sua integridade como acontece com a Bíblia. (A General Introduction to the Bible.p.355)

Quais são as responsabilidades que Deus atribuiu a si mesmo para transmitir as Escrituras?

O papel de Deus tem cinco aspectos fundamentais:
A. A revelação: esse foi o processo pelo qual Deus revelou aos escritores da Bíblia aqueles fatos e verdades necessários que, de outra maneira, não poderiam saber. Dessa forma, a revelação move-se de Deus para o homem e envolve o ouvido: o homem ouve o que Deus quer que seja ouvido.
B. A inspiração: esse foi o processo pelo qual Deus garantiu que Suas revelações orais fossem corretamente grafadas pelos escritores da Bíblia. Assim, a revelação move-se do homem para o papel e envolve a mão: o homem escreve o que Deus deseja que seja escrito.
C. A iluminação: esse é o processo pelo qual Deus continuamente lança luz e compreensão divina sobre todos os que leem Sua revelação inspirada. Assim, a iluminação move-se do papel para a compreensão humana e envolve o coração: o homem recebe o que Deus quer que seja recebido.
D. A canonização: esse é o processo pelo qual Deus determinou que todos (mas somente) aqueles manuscritos inspirados fossem reconhecidos (pelo homem) e incluídos na coleção divina dos 66 livros.
E. A preservação: esse é o processo pelo qual Deus tem trabalhado de forma providencial e sobrenatural (na ocasião) a fim de manter intacta Sua Santa Palavra dos estragos do tempo, contra ataques violentos por parte dos homens perversos, de demônios etc.

Quais são as responsabilidades que Deus atribuiu ao Seu povo para transmitir as Escrituras ?

A. Responsabilidades atribuídas aos eruditos .
  1. Verificação: é o processo pelo qual especialistas em grego e hebraico, cuidadosamente, contrastam e comparam a multidão existente de manuscritos do Antigo e do Novo Testamento a fim de determinar a correta leitura dos originais.
  2. Tradução: é o processo pelo qual linguistas capacitados preparam cópias da Palavra de Deus nas várias estruturas linguísticas da humanidade.
B. Responsabilidades atribuídas aos processadores de informação.
  1. Publicação: é o processo pelo qual todos os meios de comunicação disponíveis (gráfica, televisão, rádio, vídeos, áudio cassetes, internet, DVDs, CD-ROMs etc.) são plenamente utilizados.
  2. Saturação: é o processo pelo qual todo material cristão preparado é efetivamente distribuído em base mundial.
C. Responsabilidades atribuídas aos instrutores (aos pastores, professores, missionários) que são chamados para transmitir a Palavra de Deus para outros em uma base regular:
  1. Preparo: é o processo pelo qual o instrutor, cuidadosamente, estuda o texto em particular que deverá ensinar.
  2. Súplica: é o processo no qual o instrutor ajoelha e pede ao Deus da Palavra que abençoe a Palavra de Deus!
  3. Interpretação: é o processo pelo qual o instrutor corretamente explica o significado do texto.
  4. Ilustração: é o processo pelo qual o instrutor apresenta histórias, acontecimentos úteis etc., para lançar luz sobre o texto e, dessa forma, capacitar o aluno a compreendê-la.
  5. Aplicação: é o processo pelo qual o instrutor apresenta como texto escritural pode ser aplicado à vida de cada aluno de forma prática.
D. Responsabilidades atribuídas a todos os cristãos.
  1. Santificação: processo pelo qual o cristão permite que a Palavra de Deus separe-o e, assim, torne-o mais parecido com Jesus.
  2. Proclamação: é o processo pelo qual o cristão usa todas as oportunidades para proclamar e anunciar a gloriosa mensagem do evangelho!
LEIA TAMBÉM:
Até a próxima!
Fica na paz!







quarta-feira, 12 de outubro de 2016

O que significa cair no Espírito, e isso é bíblico?

A. A prática envolvida.
Nas últimas décadas do século 20, alguns televangelistas começaram a fazer as pessoas caírem [como mortas] no Espírito, o que era conseguido quando evangelista tocava nelas ou as empurrava (em geral, na testa), fazendo com que caíssem instantânea e, às vezes, violentamente para trás, em um estado de inconsciência.
B. Os particulares envolvidos.
  • Em primeiro lugar, parece haver pouca concordância ou entendimento entre aqueles que praticam isso. Por que isso é feito? Quem pode fazê-lo? É preciso que um evangelista esteja envolvido ou um cristão pode fazer isso acontecer a outro cristão? Por que a pessoa precisa ficar inconsciente? Finalmente, quais são os resultados dessa prática?
  • Em segundo lugar, a palavra hebraica khalal, traduzida como "[cair] morto", ocorre 73 vezes no Antigo Testamento, mas jamais é usada com a essa ação do Espírito Santo sobre o crente.
  • Em terceiro lugar, a palavra [cair] morto é encontrada apenas duas vezes no Novo Testamento.
a) Uma passagem que se refere à morte de animais sacrificiais (At 7.42 NTLH, mataram). 
b) A outra passagem fala de cristãos sendo mortos pelos seus inimigos (Hb 11.37).
  • Em quarto lugar, cair para trás na presença de Deus ou ser morto por Ele sempre significou juízo, e nunca bênção!
a) Exemplos de pessoas que foram mortas por Deus:
(1) Conforme testificado por Isaías (Is 34.3; 66.16).
(2) Conforme testificado por Jeremias (Jr 25.33).
(3) Conforme testificado por Ezequiel (Ez 35.8).
b) Exemplos de pessoas que caíram para trás na presença de Deus:
(1) Conforme testificado por Davi (Sl 40.14; 70.2).
(2) Conforme testificado por Jeremias (Jr 15.6).
(3) Conforme testificado por João (Jo 18.3-6).
  • Em quinto lugar, cair para frente na presença de Deus significa adoração, reverência e aceitação divina. As Escrituras estão repletas de exemplos desse tipo:
a. Moisés e Arão (Nm 16.22; 20.6).
b. Apenas Moisés (Dt 9.18).
c. Ezequiel (Ez 1.28; 3.23; 43.3-5; 44.4).
d. Daniel (Dn 8.17).
e. Um leproso (Mc 1.40).
f. A mulher cananeia (Mc 7.25).
g. Simão Pedro (Lc 5.8).
h. Jairo (Lc 8.41).
i. Uma samaritana agradecida  (Lc 17.16).
j. Maria, a irmã de Marta (Jo 11.32).
k. O apóstolo João (Ap 1.17).
l. Os 24 anciãos (Ap 4.10; 5.8,14; 7.11; 19.4).
m. Os reis da terra durante o  milênio (Sl 72.11).

Fica na paz!
Até a próxima!

sábado, 1 de outubro de 2016

Qual é a diferença entre a Babilônia de Apocalipse 17 e a Babilônia de Apocalipse 18?

A. Cada Babilônia representa um sistema diferente.
  1. A Babilônia de Apocalipse 17 tem natureza religiosa.
  2. A Babilônia de Apocalipse 18 tem natureza econômica.
B. Cada sistema é representado por uma mulher ímpia.
  1. A Babilônia religiosa, como uma prostituta impura (Ap 17.1-6).
  2. A Babilônia econômica, como uma rainha arrogante (Ap 18.7).
C. Os reis desta terra cometerão fornicação com cada sistema (Ap 17.2; 18.3).
D. Ambos os sistemas são possuídos por demônios (Ap 17.5; 18.2).
E. Ambos os sistema derramaram sangue do povo de Deus.
  1. A Babilônia religiosa (Ap 17.6).
  2. A Babilônia econômica (Ap 18.24).
F. Ambos os sistemas são completamente destruídos.
  1. A Babilônia religiosa é destruída pelo anticristo no meio da grande tribulação (Ap 17.16,17).
  2. A Babilônia econômica é destruída pelo próprio Deus no final da grande tribulação (Ap 18.8).
G. Há uma reação diferente após a destruição de cada Babilônia.
  1. Ninguém lamenta a destruição da Babilônia religiosa (Ap 17.16).
  2. Todos lamentam pela destruição da Babilônia econômica (Ap 18.9-11,15-19).
H. O céu alegra-se com a destruição das duas Babilônias.
  1. A Babilônia religiosa (Ap 19.1-6).
  2. A Babilônia econômica (Ap 18.20).

As duas Babilônias referem-se à mesma cidade física?

O Dr. Charles Dyer lista nove motivos pelos quais ele acredita que as duas Babilônias em Apocalipse 17 e 18 de fato referem-se à mesma cidade literal.

O nome é o mesmo [17.5; 18.2].
A identidade é a mesma [17.18; 18.10].
As vestes são as mesmas [17.4; 18.16].
Ambas seguram um cálice [17.4; 18.6].
A relação aos reis é a mesma [17.2; 18.3].
A relação às nações é a mesma [17.2; 18.3].
A relação aos crentes é a mesma [17.6; 18.24].
As formas de destruição são as mesmas [17.16; 18.8].
A fonte de destruição é a mesma [17.17; 18.5,8]. )Wor,ld News and Bible Prophecy.p.143,144)

A cidade da Babilônia é citada 260 vezes na Bíblia. Ela foi construída originalmente por Ninrode, bisneto de Noé (Gn 10.8-10; 11.1-11) e será finalmente destruída completamente pelo próprio Deus em Apocalipse 18!
Dr.J.Vernon McGee sugere que a Babilônia será o centro mundial:
Nesse dia, a Babilônia irá dominar e governar o mundo. Ela terá o primeiro regime ditatorial total. A bolsa de valores será lida na Babilônia. A Babilônia irá estabelecer os padrões mundiais; para uma peça ter sucesso, ela primeiro terá de ser um sucesso na Babilônia. E tudo na cidade estará em rebelião contra Deus Todo-Poderoso e centrado no anticristo.(Reveling through Revelation.p.6)

SEPARE UM TEMPO, ASSISTA ESSE DOCUMENTÁRIO!

Dr.Charles Ryrie vê a Babilônia como uma metonímia além de ser uma cidade:
Se a cidade será realmente reconstruída no Eufrates é uma questão de debate. Mesmo assim, o nome é usado para mais do que uma cidade nesses capítulos (17--18). Ela também representa um sistema. Essa é a mesma maneira que os estadunidenses referem-se à Wall Street ou Madison Avenue. Elas são estradas de verdade, mas também representam propósitos financeiros ou propaganda. (Revelation.p.100)

A descrição da cidade explica sua destruição.
A. A descrição da cidade.
  1. Ela tornou-se a morada de demônios e falsas doutrinas (Ap 18.2).
  2. Os reis e os mercantes adoraram-na em seu altar de prata (Ap 18.3).
  3. Seus pecados alcançaram os céus (Ap 18.5).
  4. Ela viveu no prazer pecaminosos e no luxo (Ap 18.7).
  5. Sua prosperidade a cegou diante do julgamento de Deus (Ap 18.7). Há uma lista nesse capítulo (Ap 18.11-17) de não menos que 25 dos itens de luxo mais caros do mundo.
  6. Ela enganou todas as nações com suas feitiçarias (Ap 18.23).
  7. Ela estava coberta com o sangue de muito santos de Deus (Ap 18.24).
B. A destruição da cidade.
  1. A fonte dessa destruição: o próprio Deus (veja Ap 18.8,20).
  2. A forma dessa destruição: é quase evidente que algum tipo de poder atômico é usado para tal. Isso é sugerido pela rapidez do julgamento, o fogo que queima e a distância que ficam os que a veem queimar - possivelmente devido ao medo de contaminação radioativa (veja Ap 18.9,10,15,17,19).
  3. A reação diante dessa destruição. a) Pelos que estão na terra (Ap 18.19). Há três classes de pessoas que choram pela Babilônia. Os monarcas (Ap 18.9), os mercadores (Ap 18.11) e os navegadores (Ap 18.17). b) Pelos que estão no céu (Ap 18.20). Há três eventos na tribulação que farão com que todo o céu se alegre: (1) Quando Satanás for lançado fora (Ap 12.12). (2) Quando a Babilônia for destruída (Ap 18.20). (3) Quando o Cordeiro casar-se com a Igreja (Ap 19.7).
  4. O motivo dessa destruição: A cidade se tornará a base de toda a atividade demoníaca durante a tribulação (Ap 18.2). A grande perversidade dessa cidade: a) Seu orgulho demoníaco (Ap 18.7). b) Seu grande materialismo. Essa perversidade irá importar e exportar 28 mercadorias principais, começando com ouro e terminando com o corpo dos homens  (Ap 18.12,13). c) Suas atividades envolvendo drogas (Ap 18.23). d) Seu derramamento de sangue (Ap 18.24).
  5. A preconização dessa destruição no Antigo Testamento. Na noite de 13 de outubro de 539 a.C., a Babilônia do Antigo Testamento foi capturada pelos medos e persas. Pouco antes disso, o profeta Daniel leu as terríveis palavras de Deus para Belsazar, que estava apavorado: Contou Deus o teu reino e o acabou.[...] Pesado foste na balança e foste achado em falta.[...] Dividido foi o teu reino (Dn 5.26-28).
UM DIA, O PRÓPRIO DEUS IRÁ NOVAMENTE ESCREVER ESSAS TERRÍVEIS PALAVRAS NOS CÉUS DA BABILÔNIA.


Você também vai gostar de ler:

Até a próxima!
Fica na paz!