sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Como deve ser o verdadeiro discipulado?

Na primeira metade do Evangelho de João, é apresentada uma série de pessoas cujo discipulado serve de verdadeiro exemplo (ver Jo 1.19-51; 4.1-42; 9.1-41). Tomadas em conjunto, João fornece o perfil de um seguidor (ou discípulo) maduro de Cristo.
O que seria esse perfil de discípulo? Discípulos sabem quem o Mestre é. Em cada história, alguns títulos para Jesus identificam-no corretamente (ver, por exemplo, Jo 1.34,36,38,41; 4.19). Os discípulos creem em Jesus; veem Seus milagres, ouvem Seus profundos ensinamentos e acreditam nele (ver Jo 4.39-41; 9.35-38). Os discípulos de Cristo entendem que eles devem segui-lo para que seu discipulado seja bem-sucedido. Segui-lo implica devoção genuína, deixando para trás o que quer que seja para abraçar uma jornada com Jesus (Jo 1.37-43; 8.12; 21.19-22).

Estudando João 8.58,59
Quando Deus apareceu a Moisés na sarça ardente e ordenou que ele voltasse ao Egito para libertar os hebreus, Moisés perguntou-lhe o Seu nome. E disse Deus a Moisés: "Eu Sou o Que Sou [...] este é meu nome eternamente, e este é meu memorial de geração em geração" (Êx 3.14,15).
Então, a resposta de Jesus aos judeus - descendentes de hebreus - provavelmente era a afirmação mais clara que Ele fez quanto à Sua identidade, "antes que Abraão existisse, eu Sou" [(Jo 8.58)]. O Mestre inegavelmente, proclamou Sua divindade, e os judeus sabiam disso (veja Jo 10.33). É por isso que pegaram "em pedras para o apedrejarem" [(Jo 10.31)].
A afirmação de Cristo exige uma resposta; não pode ser ignorada. Tudo depende da identidade de Jesus. Se o Evangelho de João não for confiável como história, então a credibilidade da Bíblia está em questão. Mas, se for verdade, e Jesus, realmente, alegou ser Deus, então devemos escolher acreditar em tudo que Ele falou ou ficarmos satisfeito por Ele ter morrido.
Os líderes judeus tentaram matar o Mestre por Ele alegar ser Deus. Mas, "Jesus dizia, pois, aos judeus que criam nele: Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente, sereis meus discípulos" (Jo 8.31).


segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

O que a Bíblia quer dizer quando afirma que Deus se arrependeu?

Isso está registrado em algumas passagens do Antigo Testamento (Gn 6.6; Êx 32.14; 1Sm 15.35; Jn 3.10). A santidade imutável de Deus requer que Ele trate o ímpio diferente do justo. Quando o justo torna-se ímpio, a maneira de Deus tratá-lo tende a mudar. O sol não é instável ou parcial porque derrete a cera, mas porque endurece o barro. A mudança não está no sol, e sim nos objetos sobre os quais ele brilha.
A aplicação final desse atributo é realmente preciosa:
Pergunta: Como podemos ter certeza de que Jesus ainda salva os perdidos e fortalece e consola os salvos?
Resposta: Porque Ele um dia o fez, e Ele nunca muda!
Vamos meditar um pouco na situação antes do dilúvio.
Uma explosão demográfica aconteceu (Gn 6.1). Os homens haviam consistentemente quebrado cada um de todos os comandos que lhes foram dados por Deus, exceto aquele que dizia: Frutificai, e multiplicai-vos, e enchei a terra[...] (Gn 1.28). Esse, pelo contrário, fora firmemente obedecido!
Houve um derramamento de atividades satânicas (Gn 6.2).
Toda a humanidade fora depravada. A impiedade em palavras e atos era universal e não encontrara paralelos (Gn 6.5,11).
Consequentemente, arrependeu-se o SENHOR de haver feito o homem sobre a terra, e pesou-lhe em seu coração (Gn 6.6). As palavras hebraica (nacham) e grega (metanoia) para arrependimento têm tanto um sentido literal quanto teológico:
  1. O sentido literal - aliviar-se, ser confortado (nacham).
  2. O sentido teológico - mudar de ideia (metanoia).
Figuras do Antigo Testamento
Alguns representantes do Antigo Testamento aparecem até aqui:
  • Enoque figura a Igreja ao ser salvo da sentença do dilúvio (a Igreja não passará pela grande tribulação).
  • Noé figura os israelitas ao ser salvo pela sentença do dilúvio (os israelitas passarão pela grande tribulação).
  • A serpente frequentemente simboliza traição (Gn 3.10; 3.14,15).
  • O vestuário adequado assemelha-se à justiça e à salvação (confira Is 64.6 com Ap 19.7,8 e Gn 3.21).
Combinando os dois sentidos, poderíamos dizer que a criação original de Deus havia cessado de refletir Sua glória (veja Ap 4.11), a ponto de o Todo-Poderoso não mais sentir confortado por ela. Por isso, Ele mudou Seu curso prévio de ação em relação à humanidade e decidiu destruí-la por meio de um dilúvio universal poderoso.
Mas o dilúvio só ocorreria 120 anos depois desse momento (Gn 6.3).
A salvação por meio do dilúvio.
Deus ordenou a Noé (que havia encontrado graça aos olhos do Todo-Poderoso) que construísse uma barca flutuante de 133,5m x 22,30m x 13,40m.
Algumas pessoas têm limitado a palavra lei ao Antigo Testamento e a palavra graça ao Novo Testamento. Mas isso é um erro muito grave. Em Gênesis 6, bem no início da história do Antigo Testamento e muito antes da Lei Mosaica, Noé viveu a maravilhosa graça de Deus.
Deus lembra-se
Deus lembrou-se de Noé durante o dilúvio (Gn 8.1), como mais tarde se lembraria de:
  • Ló em Sodoma (Gn 19.29)
  • Dos israelitas no Egito (Êx 2.24; 6.5)
  • Do ladrão na cruz (Lc 23.42)

Um sumário mais correto do Antigo Testamento e do Novo seria, portanto:
  1. O Antigo Testamento é a descrição de como Deus lidou com a nação israelita e com os pecadores por meio de Sua graça.
  2. O Novo Testamento é a descrição de como Deus lidou com a Igreja e com os pecadores por meio de Sua graça.
Noé deveria cobrir tanto a parte externa quanto a parte interna da arca com betume. A palavra hebraica traduzida por betume é kapar. Em quase todos os outros trechos do Antigo Testamento, kapar é traduzido por "expiação" (veja Êx 30.10). Expiar é cobrir com sangue. Assim como o oleoso betume protegeu a arca da punição do dilúvio, também o sangue de Cristo protege os cristãos da punição do pecado.
Noé reuniu um macho e uma fêmea de todos os animais da terra (incluindo sete casais de animais limpos, como bois e cordeiros) e, sob as ordens divinas, subiu na barca junto com sua esposa, seus três filhos e as esposas deles.
Essa passagem (Gn 7.1) traz o primeiro registro bíblico de um convite de Deus para vir e entrar:
Disse o SENHOR a Noé: Entra tu e toda a tua casa na arca[...].
A instância derradeira dessa palavra convidativa é:
E o Espírito e a esposa dizem: Vem! E quem ouve diga: Vem! E quem tem sede venha; e quem quiser tome de graça da água da vida. Ap.22.17
Amém!
Até a próxima!
Fica na paz!