sábado, 26 de novembro de 2016

DEUS ENGANAR?

Como Deus pode enganar um profeta e ainda responsabilizá-lo por suas ações?

A passagem de Ezequiel 14 levanta essa questão na mente de muitas pessoas (ver Ez 14.9-11): como Deus pode ter o controle soberano de todas as coisas se as pessoas serão responsabilizadas por suas escolhas e decisões pessoais?
A Bíblia remete todas as coisas à soberania divina. O fato de a chuva cair tanto sobre os justos como sobre os injustos, por exemplo, faz parte do soberano plano de Deus (Mt 5.45). Um falso profeta só poderia trazer uma profecia que desviasse as pessoas com a permissão ou sob a direção do Senhor. [Permitir não é o mesmo que fazer. No caso de Deus, Ele permite que o engano e, ou a mentira, entre na vida de uma pessoa de coração duro e que não se submete as verdades de Deus. Mas Ele mesmo não engana!]
Ao mesmo tempo, Deus não é responsável por nossos pecados, pois eles vêm de nossos próprios desejos pecaminosos. Ao dar mensagens enganosas aos falsos profetas, Deus estava simplesmente dando a eles e a seus ouvintes exatamente o que eles queriam (ver 2Ts 2.11). Se o Senhor não houvesse refreado os pecados do povo, ele (o povo) iria naturalmente escolher mentiras em vez da verdade, e adorar a criação em vez de o Criador (Rm 1.18-25). Deus simplesmente permitiu que o povo vivesse de acordo com os desejos de seu coração pecaminoso.
O fato impressionante não é o de Deus permitir que alguns pecadores persistam em seus próprios delírios, mas o de que Ele salva pecadores, muda nossa natureza e dá-nos o desejo de fazer o bem para a glória dEle (ver Ez 36.25,26; Ef 2.10; Fp 2.12,13).

ESTUDANDO EZEQUIEL 14.1-11
Os líderes de Israel recorreram a Ezequiel para obter uma palavra do Senhor. Mas, Deus estava irado com eles por ainda terem ídolos no coração. Eles vieram ao Pai sem preparar o coração. Mesmo tendo boas intenções, o pecado do coração deles poderia deixá-los surdos para as instruções de Deus.
As palavras do Senhor a essas pessoas devem fazer-nos tremer. Eram pessoas sob as instruções do profeta de Deus, Ezequiel. Mas, o Altíssimo prometeu ir contra elas, torná-las um exemplo e eliminá-las. Ele faria tudo isso para ser reconhecido sem enganos.
Devemos ouvir essa história e guardá-la no coração. Precisamos examinar nosso coração, procurando inutilidades a que possamos estar apegando-nos. Podemos buscar o conselho de um pastor, mas se poluímos nossa vida, Deus nos dará o tipo de resposta que nossa idolatria merece.
Em vez disso, devemos preparar o coração e purificar nossa vida da lama que nos prende. Então, podemos aproximar-nos de Deus com ouvidos para ouvir e coração para receber. O seu coração está limpo da aglomeração de ídolos? (Ídolos, é tudo aquilo que colocamos em nossa vida, acima de Deus. Não é só imagens de esculturas não!).

Em Ezequiel 14.9-11 — A ligação entre a soberania de Deus e a responsabilidade dos seres humanos está implícita nesses versículos. O Senhor permite que as revelações mentirosas, anunciadas pelos falsos profetas, tenham continuidade por propósitos que apenas Ele conhece, mas o pseudo profeta terá de prestar contas pelo conteúdo de suas mensagens. Esses falsos profetas israelitas deliberadamente ignoravam a verdade e misturavam-na com falsidades. Sua punição seria a mesma do que pergunta (os anciãos). Entretanto, caso se convertessem, estariam sujeitos ao plano redentor divino (v. 5).O teor da profecia deste capítulo é o mesmo do vigésimo capitulo, porque o Senhor se levantou contra a prática de pessoas que viviam na impiedade, e que vinham consultar profetas, como costumam se dar à referida prática aqueles que sendo do mundo, consultam cartomantes, quiromantes, necromantes e feiticeiros, com a finalidade de lhes revelar o que lhes reserva o futuro.
O Senhor revela seu plano para castigar os idólatras e falsos profetas (14:1-11).  Alguns dos anciãos de Israel foram novamente a Ezequiel, aparentemente procurando orientação do Senhor (14:1; cf. 8:1). A palavra do Senhor referente aos anciãos foi áspera, condenando os líderes por suas inclinações à idolatria (14:2-5). Ele falou de levantar ídolos dentro do coração (14:3), mostrando o problema de uma atitude idólatra, e não somente das práticas visíveis da idolatria (cf. Jeremias 6:19; 17:10; Mateus 5:27-28; Filipenses 4:8; Colossenses 3:1-5; Hebreus 4:12). Em conseqüência desta idolatria no coração, eles não tinham direito de aproximarem-se de Deus para interrogar (14:3). O acesso a Deus depende de um coração puro e voltado a ele (cf. Salmo 24:3-6; 5:4-7). Os idólatras que ousavam ainda chegarem a Deus seriam castigados severamente. Os que não aprenderam pela palavra, poderiam aprender somente pelos atos de Deus (14:4-10; cf. Isaías 26:9). Deus queria que o povo se purificasse de sua idolatria para ser verdadeiramente o povo do Senhor (14:11). Como? “Convertei-vos, e apartai-vos dos vossos ídolos, e dai as costas a todas as vossas abominações.... para que a casa de Israel não se desvie mais de mim, nem mais se contamine com todas as suas transgressões. Então, diz o SENHOR Deus: Eles serão o meu povo, e eu serei o seu Deus” (14:6,11).

Até a próxima!
Fica na paz!


domingo, 20 de novembro de 2016

COMO É O CÉU?


Para todos os fins e propósitos, o crente deve considerar o céu como uma cidade literal, física, incrivelmente grande e onerosa, brilhante e abençoada, localizada entre as estrelas.
A. Essa cidade era esperada no Antigo Testamento.
  1. Por Abraão (Hb 11.10).
  2. Por Davi (Sl 46.4; 87.3)
  3. Por todos os homens e mulheres de fé (Hb 11.13,16).
B. Essa cidade é prometida nos Evangelhos (Jo 14.1-3).
C. Essa cidade é mencionada nas epístolas (Gl 4.26; Hb 12.22; 13.14).
D. Essa cidade é descrita no livro de Apocalipse (Ap 21.2).
A cidade tem muitas características e muitos pontos de referência.
A. O tamanho (Ap 21.16b).
De acordo com nossas unidades de medidas atuais, essa cidade teria 2.200Km de distância, altura e largura aproximadamente. Se fosse colocada nos Estados Unidos, alcançaria desde Nova York até Denver, colorado, e do Canadá até a Flórida.
Quão grande é uma cidade desse tamanho? A Terra tem, aproximadamente, 310 milhões de Km² de hidrosfera e 155 milhões de Km² de litosfera. Se formos multiplicar as dimensões da nova Jerusalém, chegaríamos aos Km³ da cidade, impressionantes 10 bilhões aproximadamente. Esse resultado é 14 vezes o valor da superfície de toda a Terra, incluindo terra e água.
Foi estimado que, aproximadamente, 40 bilhões de pessoas viveram em nosso planeta desde a criação de Adão. Desse número, mais de cinco bilhões vivem hoje. Estudos de densidade demográfica de cidades garantem-nos que cada um desses 40 bilhões poderia facilmente ser acomodado apenas no "térreo", dessa incrível metrópole de 2200 camadas.
Usando uma abordagem diferente, o céu terá 396 mil andares (com 6 metros por andar aproximadamente), sendo que cada um deles possuirá uma área tão grande de quanto metade dos Estados Unidos.
B. O formato (Ap 21.16).
A descrição permite duas possibilidades, a saber, a de que a nova Jerusalém tem o formato de um cubo perfeito ou de uma vasta pirâmide.

  1. Argumentos para uma cidade cúbica. A afirmação de João, em Apocalipse 21.3, parece indicar isso. Em Some Questions Converning the New Jerusalem, Gary Cohen compara a cidade ao Santo dos Santos: É interessante notar que o Santo dos Santos, dentro do tabernáculo, tem formato cúbico (20x20x20 cúbitos). A sugestão é que toda a cidade seja um enorme Santo dos Santos, de formato cúbico como o sagrado santuário do interior do templo (1Rs 6.20), perfeitamente encaixada na verdade de que essa cidade será o lugar exato onde Deus fará Sua morada. (Grace Journal, 6v.p.24)
  2. Argumentos para uma cidade piramidal. H.A. Ironside visualiza dessa forma: Prefiro imaginar a Cidade Santa como o monte de Deus, uma vasta pirâmide de base quadrada, com 12 mil estádios em cada sentido, e subindo a uma altura tão extensa quanto seu comprimento e sua largura, e os tronos de Deus e do Cordeiro, no ápice, de onde flui o rio de água da vida, que espirala o monte, com uma rua de ouro de cada lado desse rio. Mas, em ambos os casos, se a imaginarmos como um cubo ou pirâmide, a ideia é a mesma: é uma cidade de perfeição absoluta. (Revelation.p.357)
  3. Argumentos para uma cidade esférica. O Dr.J.Vernon McGee utiliza uma abordagem diferente em relação às visões acima: Em vista do fato de que ela está no espaço como um planeta ou como uma estrela, parece que será um globo.[...] A cidade está dentro de um globo.[...] A luz brilhará nas 12 fundações, dando um colorido fantástico e surpreendente ao novo universo.[...] De dentro, a cidade parece um diamante. O ouro é transparente e o diamante é a estrutura para o ouro que está dentro. [...] A esfera terá uma circunferência de 13.100Km aproximadamente. O diâmetro da lua é de aproximadamente 3.400Km e o da nova Jerusalém esférica será de aproximadamente 4.11Km: portanto, a nova Jerusalém terá o tamanho da lua mais ou menos. E será esférica, assim como outros corpos celestes. (Reveling through Revelation.p.86,87,105)
São argumentos baseados em contextos bíblicos. Nós temos a liberdade de argumentar, imaginar, sonhar em como vai ser nossa eterna morada. A Bíblia fala claramente a respeito da estrutura e de tudo que envolve-a.  Não importa como a imaginemos. O importante é que será Linda! e Esplendida! E moraremos lá! Mas devemos sim, continuar estudando, especulando, buscando conhecer tudo que diz respeito ao crescimento do conhecimento da Santa Palavra. Vamos continuar o estudo!
C. Os nomes.
A Bíblia usa diferentes nomes para referir-se à cidade.
  1. Nova Jerusalém (Ap 3.12; 21.2).
  2. A Cidade Santa (Ap 21.2; 22.19).
  3. A Jerusalém celestial (Hb 11.16; 12.22).
  4. Monte Sião (Hb 12.22).
  5. A noiva, a esposa do Cordeiro (Ap 21.9).
  6. Paraíso (Ap 2.7). Judson Cornwall traça a origem da palavra paraíso: O Antigo e o Novo Testamento falam sobre o paraíso. Na versão King James do Antigo Testamento, a palavra hebraica para paraíso é traduzida como horta (Ec 2.5; Ct 4.13) e floresta (Nm 2.8), provavelmente porque é, na verdade, uma palavra persa criada para descrever os magnificentes parques e jardins desenhados para reis persas. Mais tarde, essa palavra foi emprestada pelos estudiosos do latim que produziram a versão Septuaginta das Escrituras do Antigo Testamento (uma tradução do hebraico para o grego), a qual usava essa palavra como um nome para o jardim do Éden. Enquanto nossa Bíblia chama de Éden a primeira habitação da criação especial de deus, a tradução grega chama a casa de Adão de paraíso. (Heaven.p.32)
  7. A casa do Pai (Jo 14.2).
D. Os fundamentos.
A Bíblia também fala dos fundamentos da cidade. Ela fica sobre 12 camadas de pedras de fundamento (Ap 21.14, 19,20), e cada camada é incrustada de uma pedra preciosa diferente. São eles:
  1. O primeiro fundamento é encrustado de jaspe, um diamante claro como cristal, brilhante como um pingente de gelo no sol.
  2. O segundo fundamento é encrustado de safira, uma pedra azul e opaca com pontos dourados.
  3. O terceiro fundamento é encrustado com calcedônia, uma pedra azul-celeste com listras.
  4. O quarto fundamento é encrustado de esmeralda, uma pedra verde-claro.
  5. O quinto fundamento é encrustado de sardônica, uma pedra branca com camadas vermelhas.
  6. O sexto fundamento é encrustado de sardo, uma pedra vermelho-fogo.
  7. O sétimo fundamento é encrustado de crisólito, uma pedra amarela e transparente.
  8. O oitavo fundamento é encrustado de berilo, uma pedra verde-musgo.
  9. O nono fundamento é encrustado de topázio, uma pedra verde-dourado transparente.
  10. O décimo fundamento é encrustado de crisópraso, uma pedra verde-azul.
  11. O décimo primeiro fundamento é encrustado  de jacinto, uma pedra violeta
  12. O décimo segundo fundamento é encrustado de ametista, uma pedra roxa brilhante.
Esses 12 fundamentos não só foram encrustados de pedras preciosas, mas cada um deles tinha o nome de um dos 12 apóstolos do Novo Testamento (Ap 21.14).
Essas joias são quase iguais às 12 pedras no peitoral do sumo sacerdote (Êx 28.17-20).
É interessante observar, que todos os elementos usados na construção da Santa Cidade, são imperecíveis! Porque ela foi construída para durar eternamente!!!!! Aleluia!
E. Os muros.
Os muros da nova Jerusalém têm, aproximadamente, 65m de altura e são feitos de jaspe (Ap 21.17,18). O muro não é para proteção obviamente, mas para design e beleza apenas. Comparando o tamanho, um muro de 65m em volta de uma cidade de 2.200Km de altura seria como um meio fio de três centímetros em volta do edifício do Empire State.
F. As portas.
Há 12 portas nessa cidade, três em cada lado. Em cada porta, há o nome de uma das 12 tribos de Israel. Cada porta é composta de uma bela pérola branca (Ap 21.12,13,21).
Foi observado que o brasão da nova Jerusalém não é o fundamento de 12 joias (Ap 21.19,20), nem o muro de jaspe (Ap 21.18), nem as ruas de ouro (Ap 21.21), nem as torres de marfim (indicadas por Sl 45.8), mas as portas de pérola. Na verdade, o crente estará literalmente cercado de pérolas. Em qualquer lugar, norte, sul, leste, oeste, o objeto importante que chamará a atenção será a pérola! Por que? Muitas sugestões foram feitas:
A pérola foi a pedra preciosa que Deus escolheu para representar a Igreja (Mt 13.45,46).
A pérola vem de um corpo d'água, que geralmente é usado para simbolizar povos gentios. A Igreja será formada, em maior parte, por gentios.
A pérola é criada (diferentemente de um diamante ou de uma pepita de ouro) por um organismo vivo. Uma ostra sente que há um grão de areia em seu corpo. Para proteger-se, a pequena criatura envolve o objeto estranho com camadas de uma substância própria até que, finalmente, uma bela pérola é formada. Da mesma forma, as portas do céu serão feitas de pérola para lembrar aos remidos de que cada um deles já foi um pequeno grão de areia pecadora aos olhos de Deus e ao lado dele. Para resolver esse problema, Ele perdoou nossas iniquidades, envolvendo-nos com camadas do Seu amor. Tornamo-nos, assim, a pérola de grande valor pela maravilhosa graça de Deus.
G. A rua principal.
A principal avenida da nova Jerusalém é composta de puro ouro transparente (Ap 21.21b). Se o preço do ouro for levado em consideração, o valor total dessa cidade torna-se incompreensível.
H. O trono (Sl 103.19).
Três homens da Bíblia, pelo menos, tiveram permissão de olhar para a incrível visão do trono de Deus.
  1. Isaías (Is 6.1-3).
  2. Daniel (Dn 7.9,10).
  3. João (Ap 4.2,6).
O trono de Deus é citado mais de 40 vezes somente no Novo Testamento.
O céu também terá alguns pontos de referência bastante distintos - o rio da vida e a árvore da vida.
A. O rio da vida (Ap 22.1).
Sem dúvidas, o Espírito Santo quis fazer, pelo menos, alguma referência a esse rio quando inspirou Davi (Sl 1.3; 46.4).
B. A árvore da vida (Ap 22.2).
Quando Deus criou o homem e colocou-o no Jardim do Éden, Ele disponibilizou a Adão a árvore da vida (dentre outras coisas). Mas, quando o homem pecou, ele foi afastado do Éden e da árvore (Gn 2.9; 3.24). Nessa altura da história da humanidade, a árvore da vida desapareceu, mas, na nova Jerusalém, florescerá e frutificará como nunca antes.
Paul Lee sugere uma geografia relacionada à árvore e ao rio:
Por causa da localização da árvore da vida, que está em ambos os lados do rio, os teólogos interpretaram que a árvore não é somente uma, mas um tipo único de árvore [...], uma fileira de árvores em cada lado do rio. Outros, entretanto, veem a árvore plantada no meio do rio, com galhos estendendo-se para ambas as bandas. A árvore é grande o suficiente para abranger o rio, de modo que o rio esteja no meio da rua e a árvore dos dois lados do rio. (The New Jerusalem.p.28)

Até a próxima!
Fica na paz!

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